A angiografia cerebral por cateter produz imagens detalhadas da circulação e pode esclarecer dúvidas que exames não invasivos não resolveram. Por ser invasiva, sua indicação deve responder a uma pergunta clínica relevante.
Quando pode ser considerada?
Pode ser usada para caracterizar aneurismas, malformações vasculares, fístulas, estenoses e outras alterações quando o detalhamento vascular influencia diagnóstico ou planejamento.
Como o exame é realizado?
Um cateter é introduzido por uma artéria, geralmente no punho ou na virilha, e guiado por imagem. O contraste permite registrar o fluxo nos vasos cerebrais.
Angiotomografia, angiorressonância ou angiografia?
A angiotomografia é rápida e usa radiação e contraste iodado. A angiorressonância não usa radiação ionizante e pode ser feita com ou sem contraste, conforme a técnica. A angiografia por cateter oferece alta resolução e informação dinâmica, mas é invasiva.
Quais riscos precisam ser discutidos?
Reação ao contraste, sangramento ou hematoma no acesso, lesão vascular e eventos neurológicos estão entre os riscos possíveis. Condições renais, alergias, medicamentos e risco individual devem ser avaliados antes do exame.
Como é a recuperação?
O período de observação e as orientações variam conforme acesso, sedação, achados e protocolo. Dor crescente, sangramento, alteração de cor ou força no membro de acesso requerem contato imediato com o serviço.
Fontes científicas
- ACR Appropriateness Criteria — aneurisma, malformação vascular e HSA
- ACR Appropriateness Criteria — AVC e condições relacionadas
- SNIS — normas e recomendações neuroendovasculares
Fontes consultadas em 31/08/2026. Diretrizes podem ser atualizadas; a conduta deve considerar a versão vigente e o contexto do paciente.
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